Organização oferece recompensa para liberar Linux no PlayStation 5

Organização oferece recompensa para liberar Linux no PlayStation 5

Organização oferece recompensa para liberar Linux no PlayStation 5

A organização Fulu anunciou uma recompensa de US$ 10 mil para hackers que conseguirem remover as restrições de software proprietárias do PlayStation 5. O objetivo é permitir a instalação de sistemas operacionais alternativos, como o Linux, transformando o console em um computador de uso geral. A iniciativa é liderada pelo YouTuber Louis Rossmann e pelo defensor do consumidor Kevin O’Reilly.

A Fulu promete igualar doações de terceiros até mais US$ 10 mil. A organização já pagou recompensas em outros casos, como a correção de termostatos Nest do Google e purificadores de ar Molekule com DRM. Fundada no final de 2025, a Fulu argumenta que os usuários deveriam ter o direito de instalar o software que desejarem em dispositivos que possuem.

Kevin O’Reilly afirmou que muitos proprietários de PlayStation estão preocupados com o futuro de seus consoles e temem ser prejudicados pela Sony. Ele questiona por que não podem reaproveitar o poder de computação do PS5 para atividades como programação ou configuração de sistemas de IA, já que são donos do aparelho. A organização defende que os direitos de propriedade sobre dispositivos eletrônicos estão sendo limitados e que é hora de discutir o controle dos usuários sobre seus próprios equipamentos.

A tentativa de quebrar as travas de software da Sony pode entrar em conflito com a Seção 1201 do Digital Millennium Copyright Act, lei de 1998 que proíbe a neutralização de proteções digitais em software. A violação dessa legislação pode resultar em multas e até penas de prisão. Além disso, mesmo que um hacker consiga a solução, não há garantia de que ela será disponibilizada publicamente, devido ao risco legal.

A iniciativa ocorre em um momento em que a Sony anunciou o fim da produção de discos físicos para novos jogos do PS5, decisão que gerou críticas entre jogadores e grupos de defesa do consumidor. Os termos de serviço da empresa também deixam claro que a compra de uma cópia digital não significa propriedade do jogo. A Fulu argumenta que, diante da escassez global de memória RAM e do aumento de preços de tecnologia, reaproveitar dispositivos já existentes seria uma solução viável.

A organização enfatiza que o foco é incentivar uma reflexão sobre o controle que os usuários têm sobre seus próprios aparelhos. A recompensa busca provar que a solução técnica existe, mas não necessariamente torná-la acessível ao público.


Fonte original: WIRED

Publicado originalmente em: 17 de julho de 2026 às 10:30 UTC

Publicar comentário