Aliens completa 40 anos como marco do cinema de ação e ficção científica

Aliens completa 40 anos como marco do cinema de ação e ficção científica

Aliens completa 40 anos como marco do cinema de ação e ficção científica

O filme Aliens, sequência do clássico Alien de 1979, celebra 40 anos de lançamento. Dirigida por James Cameron, a obra é analisada como o marco definitivo do subgênero de ação de ficção científica, destacando-se pela transição de gênero ao sair do horror do primeiro longa para focar na ação.

A trama acompanha Ellen Ripley, interpretada por Sigourney Weaver, que após 57 anos em hipersono, retorna à lua LV-426. O local abriga Hadley’s Hope, uma base de terraformação da empresa Weyland-Yutani. A narrativa introduz a Rainha Alien, predadora ápice responsável por botar os ovos, e apresenta Facehuggers com pernas semelhantes a aranhas para caçar presas. O conflito final do filme envolve a ameaça de uma explosão nuclear de um processador atmosférico.

Na época da produção, James Cameron possuía em seus créditos os filmes The Terminator e Piranha II. Uma lenda de Hollywood conta que, ao apresentar o projeto aos executivos do estúdio, o diretor teria entregue o roteiro com a palavra ALIEN, adicionando um S e riscando a letra final para formar ALIEN$, sugerindo o potencial lucrativo da sequência.

O elenco contou com nomes como Carrie Henn, no papel de Rebecca Jordan (Newt), Paul Reiser como Burke, Lance Henriksen como o androide Bishop e Bill Paxton como o Soldado Hudson. Uma curiosidade de elenco revela que, com exceção do Tenente Gorman e do Cabo Hicks, todos os fuzileiros navais compartilham a letra inicial do nome com o ator que os interpreta. Bill Paxton teve a distinção de ser morto na tela por um Terminator, um Predator e um Xenomorfo ao longo de sua carreira.

Tecnicamente, o filme venceu dois Oscars, incluindo Melhor Edição de Efeitos Sonoros. A sonoplastia, com o som do rifle de pulso e o guincho do Xenomorfo, é comparada à iconicidade dos sabres de luz de Star Wars e dos transportadores de Star Trek. A trilha sonora foi composta por James Horner, em sua primeira colaboração com Cameron, com temas derivados de seu trabalho em The Wrath of Khan.

A produção utilizou modelos físicos pré-CGI para a nave que desce à superfície de LV-426 e apenas seis trajes de alienígenas, operados por ginastas e acrobatas. Para criar a perspectiva de visão dos soldados, foram utilizadas unidades de vídeo montadas nos ombros. O design das criaturas ficou a cargo de Stan Winston, responsável pela Rainha Alien, enquanto o design original do Xenomorfo foi de H.R. Giger.

O filme apresenta tecnologias como o Power Loader, o veículo terrestre Armored Personnel Carrier (APC), a nave de transporte Dropship, além de rifles de pulso, lança-chamas e rastreadores de movimento. O uso do Power Loader por Ripley no início da obra é comparado ao conceito de Arma de Chekhov.

Existem duas versões principais do longa. A versão de cinema é mais concisa, enquanto a Special Edition inclui cenas extras, como a revelação de que Ripley teve uma filha chamada Amanda, que morreu antes do resgate da protagonista. Essa personagem foi posteriormente a protagonista do videogame Alien: Isolation.

O impacto de Aliens estendeu-se a outras obras de Cameron, como a série Avatar, onde o hardware da Resources Development Administration foi fortemente influenciado pela tecnologia do filme. No campo narrativo, a evolução de Ripley, que passa de heroína acidental no primeiro filme para uma personagem proativa, é destacada.

Apesar do legado, permanece entre os fãs um debate contínuo sobre qual dos dois primeiros filmes da franquia é o melhor. Atualmente, a obra está disponível no streaming Disney+ no Reino Unido e para aluguel ou compra em diversas plataformas nos Estados Unidos.


Fonte original: Space.com

Publicado originalmente em: 17 de julho de 2026 às 18:00 UTC

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