ASUS ProArt P16 traz NVIDIA RTX Spark ao mercado de PCs com CPU de 20 núcleos e GPU Blackwell de 6.144 cores

ASUS ProArt P16 laptop com NVIDIA RTX Spark platform

ASUS ProArt P16 traz NVIDIA RTX Spark ao mercado de PCs com CPU de 20 núcleos e GPU Blackwell de 6.144 cores

A NVIDIA lançou oficialmente a plataforma RTX Spark, seu primeiro Windows on Arm voltado para o mercado de PCs, e o primeiro dispositivo a chegar nas lojas foi o ASUS ProArt P16. Equipado com o SoC N1X de 20 núcleos de CPU e uma GPU Blackwell GB20B de 6.144 núcleos CUDA, o laptop oferece até 128 GB de memória unificada, conectividade PCIe Gen5, USB4 e Wi‑Fi 7, além de telas OLED de alta resolução.

Especificações técnicas do ProArt P16 RTX Spark

O N1X da NVIDIA combina 10 núcleos Arm Cortex‑X925 de alto desempenho (4,0‑4,1 GHz) e 10 núcleos Cortex‑A725 de eficiência (2,8 GHz), totalizando 20 cores e 20 threads. O chip foi fabricado em 3 nm pela TSMC e inclui 24 MB de cache L3, 25 MB de L2 e 16 MB de cache de nível de sistema (L4), além de um interconector C2X de 600 GB/s que permite que a GPU acesse toda a largura de banda da memória.

A GPU Blackwell GB20B traz 48 SMs, 5ª geração de Tensor Cores, RT Cores, suporte a DLSS 5, Reflex, ACE, G‑Sync, CUDA e NVFP4, entregando até 31 TFLOPs de FP32 e 1.000 TOPS de computação FP4 para cargas de IA. O sistema de memória utiliza LPDDR5x de 256 bits com velocidades de até 9.400 MT/s, proporcionando até 300 GB/s de largura de banda e, quando combinado com a memória unificada, chega a 128 GB – um recorde para laptops de consumo.

Em termos de armazenamento, o modelo testado traz um SSD PCIe Gen4 de 2 TB, com possibilidade de expansão para 16 TB via dois slots M.2 2280. As opções de tela incluem um OLED 16″ 4K+ (3840×2400) de 700 nits com taxa de 120 Hz ou um OLED 3K (2880×1800) de 500 nits, ambos com HDR avançado.

Desempenho de CPU e memória

Nos testes de CPU‑Z, o N1X liderou em pontuações de single‑core (~1.197) e multi‑core (~15.972) entre os dispositivos comparados, superando chips x86 como o Intel Panther Lake e o AMD Ryzen AI MAX+. No Cinebench 2024, o N1X também ficou à frente, mostrando forte capacidade tanto em single quanto em multi‑thread. A largura de banda de memória foi a mais alta da amostra, graças ao LPDDR5x de 9.600 MT/s e ao bus de 256 bits.

Em workloads criativos, como Blender, o N1X superou o chip Panther Lake, embora ainda ficasse atrás do Ryzen AI MAX+ 300. No teste de compressão WinRAR, o desempenho foi comparável ao de CPUs de alto nível, indicando que o SoC está bem equilibrado para tarefas de produtividade.

GPU Blackwell: ray‑tracing e jogos

Nos benchmarks sintéticos da 3DMark, a GPU Blackwell liderou em todas as categorias testadas: Speed Way (ray‑tracing puro), Steel Nomad, Port Royal (66 % à frente da Radeon 8060S) e Time Spy. Em Fire Strike, o RTX Spark ficou próximo ao Ryzen AI MAX+ 395, destacando‑se nos testes gráficos.

Nos jogos reais, o laptop foi testado em resoluções de 1.200 p com DLSS 4.5 e Frame‑Gen. Em Cyberpunk 2077, a combinação de upscaling e Frame‑Gen manteve a taxa de quadros em torno de 95 FPS, chegando a quase 200 FPS com Frame‑Gen ativado. Forza Horizon 6 registrou a melhor performance da amostra, especialmente com o modo 2× Frame‑Gen. Gears of War E‑Day rodou acima de 100 FPS em 1440 p+ usando MFG 3×.

Capacidades de IA local

O ponto forte da plataforma RTX Spark está na IA. Nos testes UL Procyon, o N1X obteve as maiores pontuações em geração de texto, com tempos de resposta e tokens por segundo superiores aos concorrentes. Modelos de linguagem grande (LLM) como Nemotron Bolt, VL, GLM e Gemma rodaram de forma utilizável, graças ao suporte NVFP4 e ao amplo pool de memória unificada.

Usando o MLPerf Client 2.0.1, o modelo de geração de imagens Flux 2 Klein (4 B parâmetros) produziu 15,67 imagens por minuto, enquanto o Llama 3.1 8B Instruct com NVFP4 completou operações de ferramenta em cerca de 7 segundos. Esses resultados sugerem que o ProArt P16 pode substituir serviços de nuvem para muitas cargas de IA, reduzindo custos e latência.

Energia, termal e autonomia

O SoC tem um TDP configurável entre 45 W e 80 W; durante testes de pico o consumo chegou a 90 W, enquanto o uso em jogos ficou entre 40 W e 55 W. O sistema de refrigeração de duplo ventilador com heat‑pipes de cobre manteve a temperatura máxima em 88 °C sob carga total, com ruído perceptível. Em modo padrão, o ruído diminui consideravelmente.

A bateria de 99,9 Wh oferece cerca de 14 horas de produtividade em tarefas leves e aproximadamente 3 horas de jogo, o que é razoável para um laptop tão potente, embora não seja líder de eficiência.

Impacto para a indústria de PCs

Com o RTX Spark, a NVIDIA demonstra que um SoC Windows on Arm pode competir com soluções x86 em jogos, criação de conteúdo e IA. O suporte nativo a tecnologias como DLSS, Reflex e RTX, aliado a uma memória unificada de até 128 GB, abre caminho para laptops mais leves que ainda entregam desempenho de desktop. Para desenvolvedores, a compatibilidade de centenas de jogos e suporte a anti‑cheat já anunciados indica que a adoção pode ser rápida.

Para os consumidores, o ProArt P16 oferece uma alternativa interessante a laptops com GPUs discretas, especialmente para criadores que precisam de grande capacidade de memória e aceleração de IA local. Embora o ruído e a autonomia em jogos ainda deixem margem para melhorias, o dispositivo representa o primeiro passo sólido de um Windows on Arm que não parece ser um experimento, mas sim um produto pronto para o mercado.


Fonte: wccftech.com
Publicação original: 2026-10-16T13:45:45.000000Z

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