Trilha sonora de Denshattack! reúne veteranos e novos compositores para reviver o som dos games Y2K
Denshattack!, o novo platformer rítmico da desenvolvedora indie Undercoders, lançou nesta semana seu álbum original de 80 faixas, reunindo compositores veteranos e emergentes para criar uma trilha sonora que celebra e reinventa os sons marcantes dos jogos de fim de milênio.
Um jogo que mistura referências da era Y2K
O título se inspira fortemente nos clássicos da Sega dos anos 2000, combinando gráficos cell‑shaded semelhantes aos de Jet Set Radio, a atitude acelerada da era 3D de Sonic the Hedgehog e a jogabilidade frenética de Crazy Taxi. A proposta única de Denshattack! permite que o jogador execute manobras de skate em trens de metrô, tudo em nome de combater mudanças climáticas e inteligência artificial – uma ideia que nem os jogos mais ousados do final dos anos 90 poderiam imaginar.
Trilha sonora: um time de peso
A trilha sonora reúne nomes consagrados e novos talentos da música de videogame. Entre os compositores emergentes, Andrew One entrega “Glow Up!” e “I Like the Way”, faixas que lembram os scores funk do Dreamcast, enquanto “I Like the Way” incorpora vocais de K‑pop dos anos 2020 sobre a atmosfera de Metropolis Street Racer. Sean Bialo, por sua vez, apresenta “Beppu Ramen Express” e “Tunnel Scratcher”, que mesclam guitarras sintéticas da era Saturn, scratches de Jet Set Radio e cordas orgânicas de Sonic Unleashed em um pano de fundo techno.
Os veteranos também marcaram presença. Kohta Takahashi, conhecido pelos trabalhos de metal em Tekken, compôs “Success Starland”, que combina sua sonoridade pesada com a fantasia de Klonoa. Harumi Fujita, responsável por trilhas de Final Fight e Skyblazer, revitaliza seu estilo 16‑bit em “Nebuta Ransen!”. Takenobu Mitsuyoshi traz “Infinite Sky”, uma continuação exagerada de suas composições para o Sega AM2, com vocais intensos que remetem ao seu legado.
O destaque da nova geração vai para Tee Lopes, que já havia criado a aclamada trilha de Sonic Mania. Em Denshattack! ele compõe “Healthy Vandalism”, que mistura solos de synth inspirados em Mania com cortes de guitarra acústica, além de “Mikan Kingdom”, que alterna entre pianos distorcidos, stops de fita e um refrão contagiante. “Wanman ☆ Clash” combina percussão ao estilo de Ridge Racer com plunderphonics hiper‑driven à la Naganuma.
Impacto para jogadores e para a indústria
Ao reunir 80 faixas que cobrem funk, techno, metal e pop, Denshattack! oferece aos jogadores uma experiência auditiva que vai além da nostalgia, apresentando um panorama sonoro que conecta a era Y2K ao cenário musical de 2026. Para a indústria indie, o projeto demonstra que um título de pequeno porte pode contar com um elenco de compositores de alto nível, elevando o padrão de produção musical em jogos independentes.
Além de reforçar a importância das trilhas sonoras como elemento de identidade de um jogo, o álbum pode inspirar outros desenvolvedores a investir em soundtracks ambiciosas, contribuindo para a valorização dos compositores de videogame e para a preservação cultural dos estilos que marcaram o início do século XXI.
Fonte: Pitchfork
Publicação original: 2026-09-16T04:00:00Z



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