White House retira jogo “Build the Wall” após alerta de violação de direitos autorais da Tetris

Captura de tela do jogo arcade “Build the Wall” exibido no site da Casa Branca

White House retira jogo “Build the Wall” após alerta de violação de direitos autorais da Tetris

A Casa Branca retirou, nesta quarta‑feira, do seu site oficial o jogo arcade “Build the Wall”, que imitava o estilo de Tetris, após a empresa responsável pela franquia avisar sobre suposta violação de direitos autorais.

Jogo removido após alegação de violação de direitos autorais

O “Build the Wall” apareceu pela primeira vez no portal da Casa Branca na quinta‑feira passada, desafiando os usuários a empilhar blocos e “segurar a linha” contra um “cerco de zumbis na fronteira”. Pouco depois, a Tetris utilizou o Instagram para declarar que não participou da criação do jogo e que “levamos a violação de direitos autorais muito a sério”.

Um representante da Miller PR, agência que representa a Tetris, confirmou à CNN que a marca não tem comentários adicionais sobre o caso.

Outros jogos ainda disponíveis

Embora o “Build the Wall” tenha sido removido, outro título com temática migratória, “Rio Run”, permanece ativo. O jogo, semelhante ao clássico Snake, pede que o jogador “patrulhe a linha” ao longo do Rio Grande e “recolha cada cruzador” para acumular pontos de deportação.

Além desses, a página ainda hospeda três arcades adicionais: um que incentiva a preencher “contas Trump” de crianças, outro que permite pilotar uma águia careca sobre o National Mall e um terceiro que propõe organizar o almoço escolar para “Make America Healthy Again”.

Contexto da campanha de jogos da Casa Branca

Na semana anterior, a administração lançou uma série de jogos online para divulgar suas prioridades políticas. A iniciativa foi descrita por um funcionário da Casa Branca como “um esforço para contrastar uma cultura de diversão e vitória com a visão socialista sombria que os democratas teriam para a América”.

Essa estratégia de usar imagens e mecânicas de videogames tem gerado críticas recorrentes, especialmente quando combina humor político com representações consideradas ofensivas, como imagens racistas ou caricaturas de figuras públicas.

Repercussão e implicações para a indústria de games

A retirada do “Build the Wall” evidencia como direitos autorais podem ser invocados contra usos não autorizados de propriedades intelectuais, mesmo em contextos governamentais. Para desenvolvedores e detentores de marcas, o caso reforça a necessidade de monitorar a utilização de seus ativos em campanhas externas.

Para os jogadores, a situação demonstra que jogos criados por entidades governamentais podem ser rapidamente removidos quando confrontados com reivindicações legais, limitando a disponibilidade de conteúdo que mistura política e entretenimento.

Enquanto a Casa Branca continua a explorar o formato de arcade para promover sua agenda, a indústria de videogames observa atentamente como essas intersecções podem influenciar tanto a percepção pública quanto as práticas de proteção de propriedade intelectual.


Fonte: ABC17News.com
Publicação original: 2026-09-09T20:44:59Z

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